
Mãe já é figura conhecida na Padaria de Seu Aluizio.
Teve uma vez que ela chegou lá, comprou o pão e, virou pra um lado, virou pro outro e disse:
- Eu tenho outra coisa pra comprar aqui, mas to esquecendo.
Isso parada com o saco de pão no meio da padaria.
- Oxe, que danado eu vim mais comprar aqui???
Os padeiros, que já a conheciam, e vendo o dilema dela, tentaram ajudar.
- Não é o queijo, não???
E ela: "Não."
- Bolacha???
- Nao, nao...
- Um leite???
- Nao, nao...agora lembrei. É um iogurte que Zalma me pediu...
Isso ela me contou e eu imaginando os padeiros mobilizados pra ajudá-la nessa empreitada.
Enfim...
O bom mesmo foi no dia que ela tava seguindo a tardinha pra padaria, quando D. Dalva a chamou e perguntou:
- Marlene, tu vai pra padaria?
- Vou!
- Tu pode comprar um real de pão pra mim?
- Compro, mulher.
D. Dalva atravessou a rua e entregou um real a ela.
Chegando em Seu Aluízio, e com aquela alegria de sempre, mãe vai, cumprimenta Seu Aluizio, fala com os meninos no balcão, pede o pão, recebe...e nessa hora vê uma caixinha que dizia "Colabore com o Natal dos funcionários". Mãe, de alma bondosa, foi no bolso, pegou um real e colocou lá na caixinha. Os meninos agradeceram.
Voltando, quando vai entrando em casa, D. Dalva grita do outro lado:
- Marlene, comprasse meu pão???
Na mesma hora, mãe pára e diz:
- Mulher, pelo amor de Deus! Doei teu dinheiro pros meninos da padaria...(e começa a rir).
D. Dalva, resignada diz: "Tem problema não, Marlene."
- Não, mulher, vou lá comprar.
-Não, Marlene.
- Então, tá, toma dois pães aí. Tá bom?
- Tá tá...
Pois fica a dica. Quem quiser ajudar, fazer algum tipo de filantropia ou caridade e não se sentir muito a vontade pra fazê-lo pessoalmente, é só dar o dinheiro a mãe que ela resolve. Ô alma boa, Jesus!





