sábado, 18 de setembro de 2010

Mãe: a exterminadora!


http://billvaz.wordpress.com/2010/05/25/pernilongo-ou-muricoca/


Tô eu aqui, no computador, respondendo os e-mails. Eu na cadeira, Sivuca (meu notebook) sobre a mesa e as muriçocas embaixo, fazendo a festa. Páro. Fico à espreita pra pegar a infeliz. Mas as muriçocas daqui são ninjas. Elas tem olhos que vêem quando vc tá vigiando a hora dela pousar pra que vc possa assassiná-la numa mãozada certeira. Se vc pára pra vigiar, ela fica ali, rondando, e não pára de jeito nenhum. Quando vc vira as costas, a miserável chega e pica. É que nem leite quando vc "pastora" pra não derramar. Piscou o olho, o leite derrama.
Efim, tô eu lá, reclamando e então mãe toma as dores. Vai pra "despensa" (pois é, temos uma despensa) pega o Detefon (rodox, SBP, sei lá o quê...) e vem direto pra debaixo da mesa. Lasca o spray embaixo, pegando minhas pernas, tudo. Sobe o cheiro. Então, digo: mãe, esse negócio não faz mal não se eu ficar aqui respirando? E ainda, mulher, tu danasse nas minhas pernas.
Aí ela disse:
Oxe, em Campina, Mira (a irmã) quando a gente vai dormir, sai botando nos quartos, nas pernas da gente e a gente dorme...
- Ah, mulher, então vcs usam Detefon como quem usa repelente: passando no corpo todo, né?!
Pense numas irmãs práticas e corajosas.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010



Ouvi pessoas de carne e osso e críticas em revistas falando bem do filme "A Origem", o que deu origem a minha vontade de assistir o filme.
Chamei Gu, Wall e Fabiana, esta última (agora vejo como foi sábia) disse que aquele tipo de filme num rolava pra ela não. Então meu companheiro (ou a vítima) de filme foi Gu.
Com 5 minutos de filme, Gu olha pra mim e diz: PQP, que filme é esse que tu dissesse que era bom??? Me indagou mais de uma vez e eu, sem saber muito o que argumentar disse: o filme é bom, agora não dá pra entender nada contigo falando o tempo todo (glup!)
Sinceramente, até que me acho uma pessoa esclarecida, esforçada e com um QI razoável. Mas, sai daquele filme me achando o ser mais incapaz do universo. Se alguém chegar pra mim e me pedir pra contar o filme eu vou dizer: prefiro que vc assista e depois me conte o que entendeu. Pq teve uma hora que Gu disse: tô com vontade de me levantar e perguntar: alguém aí ta entendendo alguma coisa? Se tiver, dou 10 reais pra me contar.
O negócio era mais ou menos assim: DiCaprio era um espião, detetive, mocinho, bandido (não consegui detectar se ele era do bem ou do mal...mas, já que era DiCaprio, só podia ser do bem) que entrava nos sonhos dos outros para roubar segredos. Não sei que segredos eram e nem pra que serviam. O povo era colocado pra dormir e então entrava no sonho um do outro. Assim, DiCaprio ia entrando, pintando e bordando no subconsciente dos outros. E tinha feito treinamento pra isso. E aí era comum a pergunta que fazíamos: agora ele ta sonhando ou é realidade. E eu ali, perguntando as coisas a Gu, mas achava ótimo quando ele não sabia responder (ele nunca sabia mesmo) pq dividia minha incapacidade com ele. Teve um momento que eu pensei que tava começando a entender e então veio a história de um sonho entrar no outro, até formar 3 camadas de sonho. Aí virou pesadelo geral. Pra gente não perder o ingresso, transformamos qualquer filme ruim em comédia. Não que este seja um filme ruim, afinal a crítica teceu comentários elogiosos. O filme deve ser bom, mas com uma espécie de "closed caption" redigida por um psicólogo em intervalos de 10 em 10 segundos. A parte melhor do filme foi quando, eu, procurando o que fazer, notei que a cadeira do meu lado não tinha braço e fui me certificar passando a mão. Aí olhei mais adiante e desconfiei que a outra, vizinha a sem braço, também não tinha braço (Freud explica minha ocupação), então passei a mão mais adiante e acabei pegando numa coisa fofinha com um bico preto que, assim que pus a mão, a coisa se retraiu. Hahahahahahahahahahahaha. Peguei no tênis (eu disse tênis) do menino da fileira de trás que o pôs sobre a poltrona. Fiquei morta de vergonha e encolhi (é possível) na cadeira. Morrendo de rir baixinho, fui no ouvido de Gu e disse o que tinha acontecido. Ele riu e completou: isso não foi nada! Tu não sabe o que aconteceu comigo. Então, ele confessou que assim que se acomodou, antes de eu chegar com a pipoca, as luzes já estavam apagadas e quando ele foi sentar, tentou baixar o braço da cadeira, puxando-o pra baixo. E eis que o braço da cadeira reagiu e se recolheu pra trás. Ou seja, ele conseguiu fazer pior. Eu, pelo menos, só peguei. Ele, puxou o pé do menino pra baixo. E então entrando no clima de todos aqueles devaneios descobrimos que os braços na verdade eram pés. Ah, agora me vem uma definição. Como diria minha mãe, é um filme sem pé nem cabeça. Mas assistam, porque a crítica adorou e até aconselhou: assista mais de uma vez para poder entender. Quem quer ir comigo?

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Criador e criatura



Imperdível o espetáculo "O Barbeiro de Sevilha" que chega aos palcos do belo Santa Roza.
Tive conhecimeto deste projeto (que, pasmem, percorreu várias capitais do Brasil, incluindo JP, mas excluindo Natal e Fortaleza, o que não é regra nos grandes espetáculos) por meio de Joshua Held, amigo de Nicola, que mora na Toscana com a namorada Serena, que também é escritora de quadrinhos e romances.
Joshua é um excelente ilustrador, filho de americanos, mas nato na Toscana. Ele foi quem fez todas as ilustrações do Barbeiro, a convite do diretor italiano Pier Francesco Maestrini, que assina a concepção cênica da ópera. A direção artística é do maestro John Neschling.
O que torna esse espetáculo muito original e criativo é o fato dos artistas "de verdade" contracenarem com as ilustrações projetadas ao fundo.
Os ingressos têm preços populares, coerentes com a proposta de tornar a ópera acessível a um grande público: 30 reais.




Um dos livros infantis feitos por Joshua com seu personagem
"Dig", um cão diferente de todos os outros.


Nós na casa de amigos do casal Joshua e Serena (ele, sempre
de olhos fechados...)


terça-feira, 24 de agosto de 2010

Vote em mim!


Vote Zalma 7777-Diga não à chapinha e ao
photoshop!

Um diferencial competitivo hoje pra qualquer candidato que realmente quisesse chamar atenção em meio a tanta (falta) opção na hora de votar, seria colocar uma foto de cara limpa. Digo, ao natural. Porque tá imoral o excesso de photoshop. Vi Wilson Braga numa foto e achei que tinha um Jr. no final do nome. Pensei: deve ser o filho de Wilson Braga. Mas, era ele mesmo, com cara de bebê Johnson, para não citar exemplos intermináveis.
Portanto, vote em mim, que não sou candidata, mas prometo que no governo que nunca farei, estarei de cara limpa, sem disfarces nem artifícios, no máximo um "batonzinho" e um lápis de olho.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A MELHOR DEFINIÇÃO de 3D

Claro que só podia vir da boca de mãe.
Ela: Rômulo, tu sabia que Zé Paulino agora vai pros EUA e disse que vai comprar dessas televisão de 3D? Sabe... aquelas televisão que as coisas vão pra cima de você...