
Foi assim, D. Dalva ficou receosa de dar a camisola cor-de-rosa à mãe de presente de aniversário porque achava ela “cheguei” demais. Mãe, por sua vez, adorou, tanto a cor como o fato dela ser super leve e confortável. A partir daí a usou sempre.
Rosilma veio pra aqui pra casa, tomar café, conversar, etc. e, quando estava saindo, mãe tava se preparando pra dormir e veio dar boa noite a ela:
- Xau, Zilma, vou dormir! (ainda ia botar a camisola).
- Xau, amiga! Disse Rosilma.
Continuamos conversando e, antes de ir embora, Rosilma foi dar um tchauzinho pra ela no quarto. Quando abriu a porta viu aquela coisinha cor-de-rosa em cima da cama, aí disse:
- Eita, camisola nova!
- Foi Dalva que me deu (respondeu mãe).
Aí conversaram uma bobagens e então Rosilma disse:
- Já vou. Xau, “picolézinho de morango”!
Sorrimos as três. Aí eu, então, emendei:
- Ela tá mais parecida com aquelas “garrafinha” de morango que vende na praia.
Pronto! Lascou!
A partir de então, quando ela veste a camisola, começa:
_ Vai dormir, garrafinha?
- Vou! (ela responde, já incorporando a nova identidade).
Aí hoje, na praia de Tambaú, passa o homem:
- Olha o picolé e a garrafinha!!!
E ela: “Olha, Zalma, o homi vendendo garrafinha. Tu não tava procurando?!”
A danada ainda me dá munição pra eu tirar onda da cara dela. Ou melhor, da camisola dela. Porque procurei incessantemente no google imagens “garrafinha, garrafa, picolé do nordeste", etc. e não tinha nada parecido com as famosas garrafinhas.
Então, diretamente da fonte e com consentimento da vítima: mãe-garrafinha!


