quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vozinha




45 + 45, 3 x 30, 100 - 10, 180 ÷ 2
Na matemática há muitas formas de se chegar aos 90.
Na vida, também.
Mas, dádiva mesmo é chegar aos 90 com a dignidade de ter criado 12 filhos e ainda conservar a lucidez, alegria e espírito renovado pra continuar a jornada.
Gente, essa é Maria Barbosa, mãe de mãe. Nossa querida e espirituosa "Vózinha".
Completou 90 anos agora em novembro de 2010. Assim como mãe, uma figura pra lá de engraçada. Qualquer dia conto alguns episódios e frases dela.

Aproveito pra postar uma parte do comentário de Tassiana (minha prima e tb uma das netas de vozinha):
"Vozinha é TUDO DE BOM!!! ...Eu tb tenho algumas passagens dela, como o dia que ela limpou as mãos de farinha na cabeça de uma mulher na feira qdo fingiu cumprimentá-la". hahahahahaha


Lu tb manda sua contribuição:

1. Vozinha estava fazendo um comentário sobre presentes de aniversário e solta esta pérola: "Num gosto de flor. Olhe, não me dê flor não que eu não gosto... no outro dia tá murcha, me dê um sabão da feira que no outro dia vou lavar meus panos..."

2. Um dos filhos, não me lembro qual, estava querendo que ela fosse ao ginecologista ao que ela prontamente responde: "Quem mexeu aqui já morreu, ninguém mexe aqui mais não!"
Aproveito pra deixar aqui o espaço aberto pra quem lembrar de alguma história hilária de vozinha.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Seção fotos


Foto: mãe, céu (acima) e Kilma (as duas são sobrinhas de mãe)


Mãe ficou tão gata nessa foto que eu resolvi compartilhar com seus "filhos".
Né brincadeira, não! Tá em plena forma. Isso com mais de 60 e menos de 71.
Essa foto foi tirada agora em novembro de 2010, no aniversário de 90 anos de vozinha, mãe de mãe, que é outra figuraça.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

D. DALVA - A AMIGA INSEPARÁVEL



A pedidos, de Maguinha e outras pessoas, ai está D. Dalva, esta pessoa adorável, vizinha e amiga de mãe há pelo menos 20 anos. Tempo suficiente para estar ao lado de mãe em muitas das presepadas que minha querida genitora apronta. Grande D. Dalva!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

CURTÀS DE MÃE 2

História 1

Estávamos eu, mãe e Tia Mira no Aeroporto daqui.
As duas foram andar pelo aeroporto, ver as lojinhas, enquanto eu preferi ficar sentada nas cadeiras esperando quem ia chegar. Não me lembro quem fomos buscar. O que me lembro é que mãe voltou (e Tia Mira?) até onde eu tava.
- Zalma, Zalma, vamo ali comigo pra tu ver uma coisa!?
- Ô mulher, tá tão bom aqui eu sentadinha...
- Vamo, mulher. É que eu quero te mostrar uma coisa que eu não entendi ali numa loja.
Vamos. Caminhamos até a loja e ela então me mostra uma camiseta e pergunta:
- Zalma, o que danado é isso: "X coco Aperreio? Não tô entendendo não!



hahahahahhahahahahaahahahahahahaha


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História 2


A outra foi recente.
Tava em Natal, e Louro e Elô tinham levado Leozinho no Parque das Dunas pra ver os animais.
Quando acordei, perguntei a mãe: " Cadê o galego (Leozinho)?"
E ela:

- Os pais dele levaram ele pra ver os bicho "empanado".

hahahahahahahahahhahahhahahahahahahaha.

Fiquei pensando no tanto de farinha de trigo e ovos que ia precisar pra empanar um elefante, um gorila, um leão...sem falar no trabalho que ia dar...

Depois ela se corrigiu e caiu na risada...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

EXAME DE PACIÊNCIA

As vezes fico pensando, será que tô doida? Porque em quase toda presepada de mãe eu vejo uma história.

Chega ela aqui, puta da vida, depois de chegar do Centro de ônibus, já cuspindo fogo:

- Sei não, viu?! Eu faço cada merda!!! Não tinha pra quê eu pegar esses exames.

Pensei: será que deu alguma coisa errada nos resultados dos exames?

Mas, graças, não era nada disso. A revolta dela todinha era do exame mesmo. Do exame físico. Ou melhor, do envelope que acondicionava o exame.

Ela foi pro comércio, bater perna, etc. Mas, resolveu descer antes na Ecoclínica para pegar logo o exame. A questão é que ela andou o comércio todinho carregando aquele envelope grande, de papelão, que não consegue se acomodar em mão nenhuma.

- Mulher, eu pedi um saco a mulher, mas ela disse que pra aquele tamanho de exame, não tinha saco grande o suficiente. Resultado, fiquei com aquela “porcaria” na mão por mais de duas horas. Doía numa mão, eu passava pra outra...ficava revezando…Mulher, pra piorar, não sei que molesta tinha nesse dia que fazia um vento danado, e o infeliz do envelope ficava envergando dum lado pro outro e eu sem paciência…(pausa pra respirar). Zalma, tive vontade de jogar aquele exame na “caixa bozó”. Só não joguei porque era uma coisa importante. Mas, nunca, nunca mais eu faço uma merda dessa…

Desabafa ela, depois de chegar e, antes de qualquer coisa, jogar o envelopão do exame em cima do sofá. E eu ali, atônita, ouvindo toda história e pensando: Meu Deus, como um envelope pode destruir o dia de uma pessoa.

E o vocabulário dela quando tá com ódio, é por aí: “porcaria, merda, infeliz, molesta, entre outros que não citei ou substitui, porque tem menores que podem ler Penada.

Faço uma ressalva pra esse termo “caixa bozó”, uma expressão que ela usa há trocentos anos. Será que porque a caixa do bozó (do dado) o joga sempre pra longe? Sei lá!

Só sei que nunca mais olhei um envelope da Ecoclínica como antes, ou seja, como um simples envelope de exame.



Ps. Ofereço essa história a Ângela Catarina, amiga do meu irmão Romero. Ela que disse ter passado o domingo rindo com as presepadas do Blog.