terça-feira, 30 de dezembro de 2008

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

MÃE É PURA POESIA


Foto: Mãe e sua moda pra bracinhos quebrados


Então, depois de passado o susto, agora dá pra falar de forma mais amena sobre essa fratura que mãe sofreu no pulso. Recentemente ela tirou o gesso (depois de exatamente um mês) e agora só usa uma luvinha ortopédica. Bom que a luvinha é preta e combina com qualquer roupa. E lindo foi vê-la passeando pela cozinha e dizendo:
- Ô Zalma, que coisa boa esse ventinho que eu tô sentindo no braço.
Pois é. Depois de um mês com aquele troço calorento e que coça que só no braço, ter o braço livre e sentir o ventinho é algo que só quem passou percebe a grande diferença.
Agora o melhor foi mãe, depois de tomar banho, chegar pra mim na sala e dizer:
- Zalma, abotoa aqui.
Minha Nossa! Quando virei vi mãe com um vestidinho jeans básico que tinha, nada menos, que 11 botões. Isso mesmo! 11 botões!!!
Aí disse:
- Mulher, tu não tinha algo mais apropriado pra quem tá com um braço imobilizado não?!
Pq 11 botões pro caba abotoar, é um saco até pra quem tá com os dois braços sadios.
Ai ela começou a rir.
E eu falei: - Se eu nao tivesse aqui, como tu ia abotoar isso?
E ela: com a mão que tá boa! Já tô ficando bem prática.
Mas então eu disse:
- É. Ainda tá bom. Pior se fossem 11 botões nas costas.
Pra finalizar, ela vai pro quarto, assistir o show de Pe. Marcelo Rossi e seus convidados. Pede pra eu botar no SBT e assistir.
Pra abrir, aparece Belo no telão em dueto com o Padre, cantando "Noites traiçoeiras". Pensei: mas adequado pra Belo seria aquela musiquinha que diz: "Era uma vez um hominho torto, que morava numa casinha torta...e então apareceu Jesus..." e endireitou a vida torta do hominho torto.
Enfim, depois aparece Claudia Leite. Ouço da sala, ela ouvindo no quarto. Assim que a mulher termina de cantar, ela aparece na sala e diz:
- Zalma, aquela menininha do Babado Novo arrasou com Jesus!
Ai comecei a rir e disse: Mulher, cuidado com o que tu diz. A mulher cantou Jesus Cristo de uma forma tão fervorosa, e tu vem dizer que ela arrasou com Jesus!?
hahahahahahahahahaha...risos lesos das duas.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Mãe fraturou a mão

Gente,
minha querida mãezinha foi caminhar, pisou em falso e caiu sobre o braço direito. O resultado foi uma fratura na mão, que foi um pouco séria e ela teve que fazer uma cirurgia. O revoltante é que tudo aconteceu as 6:30 da manha. Ela foi pro Trauma, mas depois meu irmão resolveu levá-la pra outro Hospital. E no tal pronto socorro da Júlia Freire ela chegou as 9h da manhã e só fizeram a cirurgia as 20h. Ou seja, a bichinha ficou 11h sentindo dor e sem comer. Um absurdo esses hospitais daqui. E olhe que este último é particular.
Graças a Deus, ela olta pra casa amanhã.
Pra nao perder a oportunidade, e já que agora ela tá bem, me lembrei que o médico pediu pra que ela fosse, devagarzinho, movimentado os dedos da mão cirurgiada. Foi entao que vi mãe com a mão esquerda, mexer os dedinhos da mão direita. Uma, duas vezes. Foi entao que perguntei: “tá brincando com os dedinhos, é? E ela respondeu: Não, foi o médico que pediu pra eu ir movimentando os dedos da mão operada.
Aí eu comecei a rir e disse:
-Mãe, vc tem que mexer os dedos da mão da cirurgia, movimentando as articulacoes da própria mão. O que vc tá fazendo não tá adiantando nada.
Ai, ela:
- E é. Pensei que fosse assim. Desde ontem que faço isso.
Ô Jesus! Ela é muito linda!

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Se Florbela Spam-ca...


Obs. Clique na imagem para ampliá-la.

sábado, 27 de setembro de 2008

Ícones

Seguinte, quem tem uma mãe como a que eu tenho e conhece outras tantas senhoras enxutas e vê, obviamente, que o conceito de velho de antigamente é coisa do passado, nao pode deixar de perceber como os ícones ou símbolos que remetem à galera da melhor idade sao ainda altamente estereotipados e preconceituosos. Você passa por uma vitrine dessas lojas que vendem quinquilharias e aí nao é dificil de ver o vovôzinho ou vovózinha de gesso pra vender e, claro, a vovó tá lá na cadeirinha de balanço, fazendo crochê de oclinhos escorregando no nariz. Aí vejo que quem tá mais perto daquela imagem sou eu, e não mãe. Esta, atlética, vigorosa, cheia de energia e disposição. E aquela (eu), com menos da metade da idade dela, já toda enferrujada e presa nas minhas cadeias musculares. Enfim...
Em vários estacionamentos de shoppings e supermercados, vi isso e então, perguntei a mãe se ela se identificava com aquele símbolo que representava o segmento na qual ela está inserida. E ela, lógico:
- DE JEITO NENHUM. NÃO SOU DOENTE E NEM ANDO DE BENGALA. NADA A VER!
Então, o que vocês acham?