quinta-feira, 28 de abril de 2011

Relembrando o show de Ney...

Foto: Ney, no momento que vê a "severgonhice" e expulsa Seu Zé do show.



NEY MATOGROSSO, PEDRO LUIS E A PAREDE, SEU ZÉ E A TOALHA



Esta história teve início de uma maneira bem familiar.

Mãe mais tia Mira mais tia Goia me convidam para completar a mesa do Show de Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede. De imediato, aceito.

O show foi na sexta, dia 10.06 e eu tinha que aplicar prova até 10:30. Fiquei torcendo pra Ney ser impontual como a maioria é. Mas, pro meu azar, ela começou o show às 10:10 e eu só pude chegar de 11:35, quando o último aluno entregou a prova.

Debaixo de chuva, chego ofegante à mesa com Ney já cantando e se desmanchando em rebolados no palco. Ele Tava do jeito que o diabo gosta. A Parede são os músicos de Pedro Luís que, registremos, são maravilhosos. Enfim, esse “arrudeio” todinho é pra chegar na parte mais inusitada, impressionante, arrepiante, exclusiva e, diria, absurda do show. Na verdade, eu assisti a dois shows: o de Ney e Pedro e a Parede, óbvio, e o de Seu Zé (vamos assim denominar o elemento) e a toalha.

Então, voltando à cena, chego ofegante, procuro a mesa, acho, sento, e logo tia Mira que deixa a par da situação:

- Zalminha, tá vendo esse homem aí do lado? Faz um tempo que ele tá se masturbando nessa cadeira.

Hã? Como assim? Peraí. Olho em direção ao tal homem, olho ao redor, vejo um ambiente familiar, e mesmo com as luzes apagadas, era claro o suficiente para se notar qualquer movimento suspeito. À minha frente e bem do lado mesmo do sujeito, umas cinco mulheres que já estavam a par da situação, comentavam e riam.

Então, comecei a prestar atenção no sujeito, que na hora que tia Mira me mostrou, tava no intervalo dos trabalhos que já tinha iniciado.

Não deu dois minutos. Num momento em que Ney caprichou no vai-e-vem dos quadris, o cara começou a se agitar na cadeira (ele tava numa mesa sozinho) e, rapidamente, puxou a toalha de mesa para o colo. Nisso, o braço já entrou por baixo da toalha e aí ele começou o movimento, o tumulto embaixo da toalha.

Minha Nossa Senhora! Nunca, na minha vida de barata de show(e olhe que já fui pra muitos shows), tinha presenciado uma cena daquela. Era quase explícito.

O cara de pau, devia ter uns 50 anos, não tava nem aí. Parecia que, no show, só havia ele, Ney e a toalha.

Depois de se aliviar (de parte) daquela agonia, ele botava a toalha no lugar, começava a balançar o corpo na cadeira, e voltava a fumar (acendia um cigarro no outro) e beber. Teve uma hora que passou uma mulher e ele foi cumprimentar. Adivinha com que mão? Eca!!!

Ney cantou uma música mais lenta. E ele, quieto.Depois, um sambinha bem ritmado. Aí falei pra tia Mira.

- Repara. É agora que ele vai aproveitar. O ritmo do samba, o povo entretido, e ele só na cadência. Repara...

Oxe, dito e feito! De novo, a toalha é solicitada. Desce pro colo, que a mão desce pra debaixo da toalha e ele começa a tocar cuíca. Urrurru, Urruru, Urruru...Seu Zé era um percussionista de mão cheia na arte de tocar...cuíca. Acaba-se a música. Seu Zé finaliza o concerto e, ela, a indispensável, a companheira, a cúmplice, volta pra mesa, pra sua tarefa sagrada.

E eu ali, assistindo aos dois shows. Tentando não perder nenhum lance.

Daqui a pouco, passa uma mulher em frente a ele. Ele diz alguma coisa a ela que o ignora. Assim que ela passa de volta, aparecem dois seguranças e começam a olhar Seu Zé. Claro, a mulher o denunciou aos seguranças. Um deles foi até ele e lhe disse alguma coisa. Ele se levantou e acompanhou o segurança. Minutos depois, volta. Olha meio desconfiado ao redor, como se dissesse: quem foi a f...da p...que me denunciou?!

O segurança montou praça numa cadeira ao lado de tia mira (aí já notei um certo clima entre o negão e tia mira) que foi logo passando o serviço:

- Já é a terceira vez que ele faz isso, diz minha tia.

De botuca, o show que o segurança assistiu foi Seu Zé e a toalha.

Mas, depois da denúncia, pensamos, ele né doido de fazer de novo. E aí, instaura-se o clima de tensão. Ele vai ou não “torar uma sola” de novo e ser pego em flagrante. E aí, imagino como seria o termo que o segurança usaria para dar o flagrante? Deixa pra lá.

Voltemos. O segurança de olho nele. Ele de olho em Ney, na toalha e no segurança.

Foi então que vi que Seu Zé era profissional. Mas profissional mesmo. Com muitos anos de carreira nas costas (ou nas mãos?!).

O infeliz não foi pego com a boca (mão) na botija porque era muito esperto. Acreditem, o nojento, sabendo-se vigiado, ainda ensaiou um diálogo com a toalha e o instrumento de percussão dele. Era uma agonia. Pegava a toalha, jogava no colo. E o negão, já pronto pra se levantar.

- Lascou, vai ser agora...(pensei).

Aí ele vinha e começava a esfregar a toalha no colo, nas pernas, como se tivesse se enxugando. O negão relaxava. Daí a pouco ele vinha com a mão esquerda (o negão tava à direita dele) e jogava a mão por baixo. Quando o negão começava a desconfiar do movimento, o prisiaca, jogava a mão pra cima e começava a dançar, como quem dissesse:

- Eu não tenho nada nessa mão...e nem nessa!!! Nem me pega, nem me pega!! Como se zombando do negão.

Foi então que o garçom veio, serviu ele com outra cerveja e, não sei se a mando dos seguranças, retirou a toalha que estava jogada na mesa. Pronto! Acabou-se o show pra ele. E pra nós acabou o show dele, de Seu Zé.

Então, um pouco antes do show acabar, ele sai da mesa. Não sei se foi pro banheiro porque não agüentou a pressão, ou foi mais pra frente do palco, pro meio da galera pra tentar de outras formas. Não sei pra que ele comprou mesa. Com uma cadeira e uma toalhinha de mesa ele faz a festa.

Só sei que seu Zé arrepiou e fez o nome. No show que se chamava “Vagabundo”, Seu Zé foi mais além.

Sim, ela não confirmou, mas acho que tia mira se arranjou com o segurança e trocaram até telefones no final. Bonito vai ser contar como a história de amor deles começou.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Jogo dos 7 (ou mais) erros


GOSTARIA DE PEDIR A QUEM ACESSA O BLOG QUE FIZESSE O COMENTÁRIO DAS FOTOS. PROMETI À MÃE QUE IRIA MOSTRA A OPINIÃO DAS PESSOAS SOBRE AS FOTOS.
DEPOIS VCS VÃO ENTENDER O PORQUÊ.

domingo, 10 de abril de 2011

GAFANHOTINHO DAS COSTA OCA


Eu tirei e deixei essa foto no meu desktop pra lembrar de contar essa história, que aconteceu no Fenart do ano passado.

Mãe é fã de Antônio Nóbrega (e quem não é?) e então fomos assistir ao show. Antes de começar o show, ela ficou com Diana andando pelo Espaço Cultural e eu fui ver as livrarias com Nicola.

Quando o show é anunciado, a gente se encontra na livraria e ela então dá a Nicola, de presente, um gafanhoto feito de palha de coqueiro. Chegou e foi botando logo o gafanhoto na cara dele.

- Ôpa! É pra mim? Pergunta Nicola.

E ela, só balançou a cabeça afirmando.

- Obrigada, Marrrrlene! Olha como è bem feito, completa ele.

Achei a coisa mais linda do mundo: o gesto e o gafanhoto.

Só não imaginei o que ela – e o gafanhoto – tinham passado pra poder chegar ali, quase inteiro pra Nicola.

Vendo o gafanhoto, perguntei:

- Mãe, onde tu achou isso?

- É um homem que tá vendendo ali. Mas, mulher, eu nao sei como esse gafanhoto escapou.

Aí ela começou a rir e continuou…

- Eu com cuidado na bolsa de um lado e segurando o gafanhoto do outro. O bicho é cheio de palito pra todo lado. Quando passava pelo povo, os palito enganchava. Essa asa caiu umas três vezes, e eu no meio do povo catando a asa do gafanhoto. Olha como ele é sem jeito de pegar (ela toma o gafanhoto da mão de Nicola e me mostra), e eu não achava canto na mão. Começou a me incomodar e eu dizendo a Diana que tinha me arrependido de ter comprado esse bicho e ter que ficar tomando conta dele até encontrar Nicola. Teve uma hora que eu quase jogava ele no lixo. Mas fiquei com pena. Ai eu disse a Diana: mulher, vamo encontrar um lugar pra sentar e eu botar esse gafanhoto - que não cabia na bolsa e em lugar nenhum. Aí a gente sentou numa lanchonete, e eu botei ele na mesa, e ele quase não ficava mais em pé com as perna já bamba. Ave maria! Pelo menos descansei a mão. Era a gente conversando e o gafanhoto olhando pra gente…hahahahahaha

Diante de toda essa dificuldade, eu perguntei pra ela: Mãe, porque tu não comprou isso no final do show, pra não ter que ter passado por todo esse sacrifício.

E ela: Pois é, Diana me disse isso, mas eu tive medo do homem ir embora… aí comprei logo pra garantir.

Essa é mãe.

Ps. Vejam na foto a cara de mãe posando com o gafanhoto, meio que pensando: “pia o presepe que me deu tanto trabalho!”

domingo, 20 de março de 2011

Serviço de utilidade pública



Se me permitem, vou utilizar Penada para um serviço de utilidade pública.
De duas pessoas públicas: eu e Nicola.



Nicola, o rapaz que eu namoro, tá vendendo um terreno na Praia de Tabatinga. Ele já tem este terreno há dois anos. Mas, por estar precisando de capital para um novo projeto, ele está vendendo (com muita pena) este terreno.


Ps. Clique na imagem para ampliá-la




INFORMAÇÕES:

Na praia de Tabatinga - Paraíba

no litoral sul, a somente 20 km de João Pessoa.


um terreno com vista para o mar, à venda a um preço especial: 35.000 Reais


Quadra U10 - Lote 25

Dimensões: 15 x 30 mt

(450 m2 - dimensão padrão dos terrenos em Tabatinga)

com possibilidade de comprar outro terreno ao lado



Vantagens:


- Área em excelente crescimento patrimonial;

- Vista para o mar permanente, pois os terrenos a frente ficam abaixo, em leve declive;

- Área de preservação ambiental com limite de construção de 2 andares;

- A praia dista 5 minutos a pé;

- Água limpa e morna 365 dias por ano;

- Área de preservação ambiental;

- 20 km de João Pessoa = 20 minutos de carro pela PB008 (via asfaltada);

- 3,5 km de Tambaba, a famosa praia naturista;

- 1 km de Jacumã: praia com supermercados, restaurantes, farmácias, postos de gasolina, etc.;

- Vizinha a outras belas praias como Carapibus, Coquerinho, Praia Bela.




Interessados nos contatem pelo e-mail: rosa_almadiniz@yahoo.com.br



ATENÇÃO! PROPOSTAS ENCERRADAS: TERRENO VENDIDO!!!


domingo, 6 de março de 2011

Essa não tem a mínima graça!


Paraíba masculina mulher-mole, sim Sr.


Eu sou do tempo em que quando se via um congestionamento em JP ou trânsito emperrado, filas de carros, mesmo que pequenas, se pensava logo: ou foi acidente, ou algum carro quebrou, ou tão consertando o sinal. Enfim, tinha que ter um motivo. Hoje, quando vivo cenas semelhantes e o carro vai andando devagar e sempre e se esgueirando pela porta pra ver o ocorrido, e então quando passa do sufoco e vê que não houve nenhum contratempo, vem um misto de alívio e tristeza: alívio porque não houve nenhuma tragédia que motivasse aquela situação, e tristeza por ver que não houve nada extraordinário. É simplesmente o trânsito de JP que não é mais o mesmo, afinal é carro demais pra ruas de menos. É o crescimento da cidade e melhor poder aquisitivo da população que é bom, mas tem seu preço.
Eu sou do tempo em que se jogava bola, baleado (é a nova!), brincava-se de se esconder e as mães ficavam até altas horas da noite nas calçadas conversando com as vizinhas, sem a menor preocupação ou sobressalto ao passar de um carro mais devagar, bicicleta, moto ou transeunte. Eita época boa!
Irônico é pensar que "baleado" hoje lembra bala perdida ou achada mesmo. Ato ou efeito de "Atingir ou ferir com bala." E que brincar de "se esconder" ou esconde-esconde hoje não seria mais um gesto voluntário de meninos que procuram o quintal vizinho ou ficar agachado atrás de um muro pra não ser achado. Hoje alguém pode te chamar pra brincar, sem querer, de "sequestro". É assim: você não se esconde, escondem você, e ainda chamam os pais ou parentes pra participar. Mas só participa quem tiver dinheiro pra dar, do contrário, a brincadeira pode acabar bem sem graça.
Enfim, esse blá blá blá todinho foi pra chegar num episódio que me aconteceu neste dia 04 de março de 2011.
Há 3 dias atrás, voltando da rodoviária as 23h, qd fui buscar meu irmão (percurso que sempre faço quando Romero vem passar o final de semana aqui) notamos o comportamento estranho de um rapaz de bicicleta na subida da ladeira da Tancredo, proximo à Padaria Mirassol. Ele tava na minha frente e ficava olhando pra trás. Mãe notou logo, até porque ela já foi assaltada duas vezes em ruas próximas à minha casa por dois caras de bicicleta, o que já gerou um trauma nela. Então, quando eu acelerei, ele, embalado, jogou a bicicleta pro lado, pra outra mão da pista e, quando passei bem ao lado dele, vi que ele enfiou a mão na bermuda e puxou uma arma. Eu quase não acreditei no que tava vendo. Até porque existe aquela velha crença de que nunca vai acontecer com a gente. Minha reação foi acelerar e pedir à mãe e Romero pra se abaixarem e esperei o tiro. Mas, graças à Deus, ele não atirou. Posso dizer que nunca, nunca em meus mais de 30 anos morando em JP, passei por um perigo tão grande.
A partir de então, vou evitar a Tancredo à noite, pois não quero e nem acho a menor graça em brincar desse "baleado" moderno.